Apartamento de arquiteto: soluções de especialista em 52 m²
Espaços abertos: com a eliminação de uma parede, estofados baixos e uma marcenaria de localização estratégica, o arquiteto Paulo Castellotti arejou seu apartamento de 52 m²
Reportagem Visual Zizi Carderari
Texto Luciana Benatti
Fotos Marco Antonio
Ilustração Carlos Campoy

Integrar para aumentar: “Subdividir um apartamento pequeno é viver sempre em ambientes apertados”, acredita o arquiteto Paulo Castellotti. Por morar sozinho e não ter de se preocupar com a privacidade, ele optou por derrubar a parede entre a sala e o quarto. Apoio versátil: o móvel da TV tem uma base giratória que permite virar a tela tanto para a sala como para a cama. Localizado onde antes havia uma parede, também ajuda a delimitar a área do quarto. Uma serigrafia do grafiteiro Ozi (no alto da parede) ganhou uma moldura de freijó da Moldura Minuto e a companhia do estêncil assinado pelo artista DRW (obras à venda na Arterix). Tapetes e baú da L’Oeil.

Projeção na parede: deixada sem quadros, a parede atrás do sofá é usada como telão, visto da cama. Baixo, o estofado não atrapalha a imagem do projetor, apoiado sobre a mesa de cabeceira. Mesa lateral da Arterix e luminária da Dominici. Projeto de Paulo Castellotti.

Exposta a intempéries, a cadeira de cumaru comprada anos atrás ficou mais bonita à medida que acumulou as marcas do tempo. Almofada da By Kamy, banqueta da L’Oeil e cortinas de Renata Meirelles. Projeto de Paulo Castellotti.

Inspiração oriental: repare na altura da cama. Os móveis mais baixos que o padrão, ao estilo das casas japonesas, contribuem para dar a impressão de que o pé-direito é maior. Projeto de Paulo Castellotti.

Piso contínuo: o acabamento de resina epóxi é o mesmo no apartamento inteiro, inclusive na cozinha e no banheiro, com exceção da área do boxe. “Essa unidade dá a sensação de amplitude”, diz Paulo Castellotti. Assinada pelo arquiteto, que também é designer de móveis, a cama é revestida de algodão (Empório Beraldin). O cobertor antigo pertencia a ele quando criança e foi trazido da casa dos pais. Na parede da cabeceira, a pintura do americano Shag (à esq.), da galeria Choque Cultural, faz parceria com a serigrafia de Odetto Guersoni, da Arterix. Abajur da La Lampe.

Com a derrubada da parede, surgiu um espaço sem fronteiras, em que os móveis indicam as funções. Acima, o armário do quarto exibe espelhos em uma das portas e na lateral – um truque que amplia o visual do ambiente. Projeto de Paulo Castellotti.

Dupla função: a bancada que separa a cozinha da sala ganhou um uso nada convencional: além de servir de apoio à pia, abriga o computador. Em parceria com uma banqueta alta, do outro lado da bancada, compõe um pequeno canto de trabalho. Projeto de Paulo Castellotti.

Visual retrô: cores vivas, como o laranja e o amarelo, dão destaque aos armários graças ao acabamento de laca brilhante – note o módulo que emoldura o forno, na cozinha. “É uma referência aos anos 1970, que voltaram com força”, afirma o arquiteto Paulo Castellotti. Instalado sobre uma base de madeira maciça, o cooktop fica no mesmo nível da bancada de granito original do apartamento. Herança de família, a tela com moldura dourada encontrou lugar na parede da entrada, ao lado do trabalho do artista inglês Pure Evil (Choque Cultural).

Espaço duplicado: espelhos são um recurso muito empregado para fazer o espaço parecer maior. A diferença aqui é o local inusitado: sob o balcão da cozinha, refletindo a luz natural, que entra pela porta da varanda. Pia à mostra: na planta original, a bancada do banheiro ocupava este mesmo espaço, então mais reservado. Sem a parede que dividia os ambientes, ficou aparente na sala. O arquiteto Paulo Castellotti tirou partido da nova situação ao projetar um armário de cor vibrante. A banqueta junto ao balcão espelhado é da Montenapoleone. Com seu desenho escultural, a poltrona vermelha Tongue, de Pierre Paulin, é o centro das atenções na sala. A manta sobre o pufe foi comprada pelo morador num brechó de Nova York. Mesa de alpaca, do tipo bandeja, da L’Oeil.

Com a derrubada da parede, surgiu um espaço sem fronteiras, em que os móveis indicam as funções. Projeto de Paulo Castellotti.